Perspectivas Digitais no Tratamento

A prática da telessaúde no tratamento do diabetes vem sendo incluída, com frequência, nos debates entre profissionais de saúde. Não foi diferente durante o Congresso Americano de Especialistas em Educação e Cuidado em Diabetes 2021 (ADCES, sigla em inglês).

A Sociedade Brasileira de Diabetes trouxe diversos temas apresentados no evento internacional, para um panorama geral dos tópicos em uma atividade online dentro do site da entidade.

Tarcila Campos, enfermeira e especialista em educação em diabetes, destacou a importância da tecnologia e das mídias digitais para adaptação no uso da telemedicina, em meio ao advento da pandemia.

“O bom uso das mídias digitais na melhoria do conhecimento é muito importante e pode ser aproveitado se bem utilizado”, comentou Tarcila. Ela apresentou os equipamentos e formas de monitoramento do diabetes, incluindo aplicativos, mas reforçou: “O melhor aplicativo para ser usado é o que cada pessoa sabe usar melhor. É o momento que o educador em diabetes pode, e deve, ajudar na tomada de decisão”.

Consultas à Distância

Com o aumento das consultas à distância, em função da pandemia, é  hora de garantir um atendimento personalizado no gerenciamento e criação de clínicas virtuais com pessoas reais. O objetivo, segundo os especialistas, é alcançar resultados promissores, sempre contando com participação simultânea de todos os envolvidos, para que consigam tomar as decisões em conjunto.

Tarcila ressaltou como o atendimento online gerou uma facilidade na integração de médicos durante o tratamento e acompanhamento das doenças. Dessa forma, equipes multiprofissionais conseguem fazer consultas em conjunto, e ações simultâneas com o paciente, como pesagem de alimentos e avaliação de rótulos de produtos da dispensa pessoal de cada um.

Acredita-se que, cada vez mais, essa forma de acompanhamento à distância se tornará uma prática de rotina em tratamentos não só do diabetes, mas de diversas doenças que precisam de ações constantes. Isso porque, após o período de caos pandêmico, pesquisas já apontam que diversas pessoas vão preferir o acompanhamento virtual e à distância, por ser mais prático na rotina do dia a dia.

Ela também ressaltou que os aplicativos foram uma base fundamental durante essa adaptação, mas explicou que no Brasil muitas dessas ferramentas estão em teste e precisam ser observadas durante o uso. Ela recomenda que sempre haja uma troca entre quem vai usar e a equipe de atendimento.

 

  • Por Eduarda Marques e Luiz Guilherme, que fazem parte do Projeto da DC Press (Agência de Conteúdo) e Agência UVA (Universidade Veiga de Almeida) para formação de jornalistas especializados na área da saúde. Supervisão, jornalista Cris Dissat.

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