Quando o Diabetes Toca as Emoções

“Quando o Diabetes Toca as Emoções” foi o tema do Endodebate (13 de julho) para o qual fui convidada a participar pelo Dr. Eduardo Couri, com o apoio da Aliança Boehringer-Lilly.

Tema lindo, além de inovador e desafiador. Houve uma participação e audiência de mais de 4.000 médicos. Não poderia imaginar isso antes da pandemia. Foi filmado ao vivo em um estúdio, com todos os protocolos de cuidado e proteção com relação ao coronavírus.

Descobri que a forma que o diabetes atinge o coração pode ser através do que se chama “distress”. A palavra traduzida do inglês para o português significa o chamado sofrimento psíquico ou angústia causada pelo diabetes.

Este distress pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, pois acabam levando a hábitos de saúde inadequados. Prova disso são os dados do Behavioral Risk Factor Surveillance System onde foram analisados 23, 5 milhões de pessoas com diabetes (+de 20 anos) ​​para estimar a prevalência do Diabetes distress grave entre adultos com e sem diabetes.

A prevalência de Diabetes Distress severo entre adultos com diabetes diagnosticado foi duas vezes maior do que entre aqueles sem diabetes.

No Diabetes e Distress foram observadas também taxas mais altas de mortalidade e morbidade cardiovascular, sugerindo uma forte correlação positiva entre o sofrimento do diabetes e o risco cardiovascular de desenvolver hipertensão, dislipidemia, aterosclerose, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte súbita.

O sofrimento causado pelo diabetes pode ocorrer em até 45% dos pacientes com diabetes tipo 2.
Esta alta incidência reduz a aderência de pacientes com diabetes e distress com relação à farmacoterapia em 5 a15%, dieta em 30% ou exercícios físicos em 80%.

Por essas razões, esses indivíduos exibem taxas mais altas de mortalidade correlacionadas a todas as causas.

No Guidelines do ADA (Associação Americana de Diabetes) é possível consultar também essas informações. Este tema mostrou que é importante sempre lembrar que as emoções podem sim interferir no diabetes e possíveis complicações cardiovasculares.

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