Desastres Naturais: Orientações

A International Diabetes Federation realizou, recentemente, um webinar e incluiu na programação do Congresso Mundial informações sobre a necessidade de inclusão da insulina e medicamentos para diabetes tipo 2 em situações de emergência.

A Dra. Claudia Pieper, consultora da Revista EmDiabetes, listou também pontos importantes a serem observados para quem tem diabetes, baseado em situações de enchentes e inundações no Brasil.

Quanto à conservação e duração da insulina:

– As insulinas que estavam conservadas na geladeira, mas que permaneceram sem refrigeração devido à falta de luz durante dois ou três dias, podem ser usadas, desde que não tenham sido expostas ao sol, calor intenso ou congeladas. Os frascos que não foram abertos têm uma validade de três meses;

– Recomenda-se que os novos frascos de insulina que forem recebidos pelas pessoas que estiverem alojadas em abrigos sejam mantidos na geladeira, na gaveta destinada aos legumes, ou em geladeiras de isopor com gelo gel (não usar gelo normal, para evitar o congelamento das mesmas).

Se não houver condições de conservar assim, que pelo menos o frasco de insulina seja colocado num local fresco e onde não bata sol. É importante identificar o frasco com o nome do portador de diabetes para o qual se destinam aqueles frascos ou frasco de insulina;

– Os moradores que estiverem em casas de vizinhos ou parentes poderão seguir as mesmas orientações acima.

Quanto às condições de higiene e a aplicação de insulina:

– Não utilizar seringas ou frascos que foram molhados pelas águas das chuvas ou pela lama;

– Usar álcool gel ou líquido para limpar as mãos e a região onde será aplicada a insulina. Lavar com água e sabão tanto as mãos como o local de aplicação de insulina tem a mesma eficácia que o álcool.

Quanto ao reaproveitamento de seringas:

– Se não houver disponibilidade de seringas em número suficiente para que sejam descartadas após o uso, pode-se usar a mesma seringa, desde que seja para a mesma pessoa, tomando os seguintes cuidados:

1- Identificar a seringa do portador de diabetes e deixar a mesma com o próprio, orientando para que a mesma seja mantida dentro da própria embalagem com a agulha tampada;

2- A mesma poderá ser utilizada para o mesmo portador de diabetes 3 a 4 vezes. Se não houver condições de trocar a seringa, é melhor continuar a usá-la do que ficar sem tomar a insulina;

3- Não tocar na agulha com a mão nem com algodão com álcool; não colocar a seringa com agulha em recipiente com álcool.

Quanto aos cuidados dos pés:

Cuidar de não pisar em locais que possam ferir os pés, usar sapatos confortáveis e fechados, mantendo meias limpas, é fundamental para os adultos que tenham diabetes.

Se ferir os pés lave bem com água e sabonete, proteja com gaze limpa e mantenha-se em repouso sempre que possível.

Dieta:

Em situação de emergência com falta de frutas, legumes e verduras, como e o caso nestas ocasiões, a saída é comer em quantidades moderadas, se você tiver excesso de peso, mesmo que seja só arroz e feijão ou macarrão. No caso de crianças e adolescentes se estiver contando carboidrato isto pode ser mantido.

É importante frisar que esta é uma situação de emergência e que essas indicações podem não ser ideais para as condições normais.

 

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