Eu, meu filho o diabetes e a pandemia

Nossa convidada da edição é Sarah Rubia. Uma mulher batalhadora, inovadora, empreendedora e incansável. Ela encontrou tempo dentro de uma rotina puxada da pandemia para contar um pouco da sua história em um época tão difícil.

Por Sarah Rubia

Estamos em casa desde março de 2020, pouco depois do Igor completar 18 anos.

No começo tive bastante preocupação em relação a ficar ou não ficar em casa, como ia ser lidar com o isolamento. O ensino remoto, por exemplo, acho que não foi uma boa experiência pra nós, mas foi concluída com sucesso, e agora é rumo a universidade. Mas como lidar com o medo? Dizem que a vida não pode parar…

Eu e o meu filho conversamos muito, e até que venha a vacina ele só se sente seguro fazendo o isolamento social. Como ele diz: Não é porque as pessoas não fazem o certo que eu também vou deixar de fazer!

Foi bem chocante lá no início da pandemia as pessoas simplificando o Covid-19, “só morre grupo de risco”, como se estas pessoas fossem menos importantes. Doeu, doeu nele, doeu em mim. A nossa consciência de que muita gente não está preocupada com o bem-estar do outro é real, e vamos ter que aprender a lidar com isso.

Construir um novo normal

Aprender a lidar com a Pandemia tem muitas semelhanças com aceitar o diagnóstico de diabetes. Quando deixamos de fazer o que precisa ser feito as consequências podem ser ruins…

No meu blog, falo muito sobre como ter uma vida “normal” depois do diagnóstico de diabetes, sobre resiliência e, neste momento, nunca precisamos tanto dela. A Pandemia não vai parar pra gente chorar e vamos ter que ir aprendendo pelo caminho sobre felicidade, vida social e etc… Construir um novo normal.

Não tem como ser diferente. O vírus veio e vai ficar por um bom tempo. Assim como desejamos a cura do diabetes, seguimos desejando que seja possível um mundo sem Covid. Mas enquanto esse dia não chega, máscara, álcool gel e sempre que puder, fique em casa.

Durante a Pandemia ingressei na Teia de Solidariedade da Zona Oeste, que é um coletivo de mulheres que se organizou para o combate a fome, não apenas com fornecimento de cestas básicas, mas com informações sobre saúde e autocuidado. Também fornecemos alimentos frescos e sem agrotóxico. Faço parte, também, do NEXT (Núcleo de Experimentação de Práticas e Tecnologias Interativas  e Emergentes), onde debatemos e pesquisamos as fases das Pandemia e a reação da sociedade em geral, foi a forma que eu encontrei de superar meus medos.

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