Novo Coronavírus: Aerossol e Superfícies

Recentemente, os autores desta publicação na conceituada Revista científica “New England Journal Medicine” avaliaram 10 situações experimentais envolvendo dois tipos de Coronavírus:

  • o SARS-Cov2 – que é o responsável pela COVID-19 (novo Coronavírus)
  • o SARS-Cov1 – que é conhecido com sendo o causador da chamada Síndrome Respiratória Aguda grave.

Estes nomes são técnicos, bem sabemos, mas não há outra forma de explicar qual doença é causada por qual vírus.

Estes experimentos foram feitos em cinco condições ambientais: aerossóis, plástico, aço inoxidável, cobre e papelão.
Tempo de permanência do SARS-CoV-2 e do SARS-CoV-1 em aerossóis e em várias superfícies:

O novo Coronavírus (SARS-CoV-2) permaneceu vivo e foi mais estável em plástico e aço inoxidável do que em cobre e papelão. Vírus viáveis (vivos e capazes de provocar infecção) foram detectados até 72 horas após a aplicação nessas superfícies, embora a quantidade de vírus tenha sido bastante reduzida após 72 horas em plástico e após 48 horas em aço inoxidável.

No cobre, nenhum SARS-CoV-2 viável (vivo) foi medido após 4 horas e nenhum SARS-CoV-1 viável foi medido após 8 horas.

No papelão, após 24hs, não foi mais detectada a presença do novo Coronavírus (SARS-CoV-2) viável, enquanto que com relação ao SARS-CoV-1, este período de tempo foi de 8hs.

Em aço inoxidável e no plástico, o novo Coronavírus apresentou uma maior tempo e capacidade de permanecer vivo e infectando, sendo de 5 a 6 horas no primeiro e de 6 a 8 hs no segundo.

Em aerossóis (quando uma pessoa tosse ou espirra por exemplo) a capacidade de se manterem vivos e, de portanto, infectar pessoas, foram semelhantes para o novo Coronavírus ( 1,1 horas) e para o SARS-CoV-1 (1,2 horas).

Os resultados do estudo parecem indicar que a transmissão de aerossol do novo Coronavírus (SARS-CoV-2) é possível, uma vez que o vírus pode permanecer viável e com capacidade de promover infecção em aerossóis por horas e em superfícies por dias (dependendo da quantidade de gotículas).

 

*Neeltje van Doremalen e colaboradores March 17, 2020DOI: 10.1056/NEJMc2004973 (Carta ao Editor)

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