Diabetes na Colômbia: Humanização e Cuidado

Além de providenciar o atendimento base que visa garantir saúde e qualidade de vida a cada um dos pacientes com diabetes, a Associação Colombiana de Diabetes também tem uma vasta gama de produtos diet a venda. De iogurtes e biscoitos a massas e grãos integrais, a vitrine recheada dá a oportunidade das pessoas conhecerem os produtos zero açúcar e, também, comprar e levar para casa os de sua preferência.

Jejum Prolongado

Uma das preocupações da equipe que acompanha os associados era o jejum prolongado, necessário para a realização dos exames laboratoriais. Como a ACD está localizada em uma área onde não há uma infraestrutura de restaurantes ou padaria por perto, existe uma cafeteria dentro da instituição que oferece lanches – não subsidiados, cada um paga o seu – para evitar que os pacientes saiam sem comer e corram o risco de ter uma hipoglicemia. O diferencial desta lanchonete é que as porções são calculadas de modo que sejam o suficiente para alimentar e nutrir o paciente após a realização dos exames. Isto se dá a fim de prevenir que se coma muito e sem necessidade. A medida foi tomada depois de perceberem os exageros causados pela fome em função das oito ou doze horas de jejum.

Outra coisa que chamou a atenção é que logo na entrada, próximo à recepção, tem um espaço reservado para laboratórios e representares de empresas farmacêuticas; a cada dia um deles se apresenta, levando seus respectivos produtos / insumos. O objetivo é ensinar sobre manejo e funcionalidade de diferentes modelos de canetas de insulina, agulhas, lancetas, etc.

Outros Procedimentos

Caso seja necessário, são realizados procedimentos cirúrgicos simples nos pacientes. Geralmente são relacionados a alterações e pequenas complicações nos pés, olhos e nos dentes. Neste caso, o associado paga um valor pelo procedimento, somente para cobrir os custos mínimos dos procedimentos em si. Acaba sendo mais barato do que o gasto de um hospital e mais rápido do que o tempo que seria preciso aguardar para fazer pela rede pública de saúde.

Damas Voluntárias

Para os pacientes que procuram ou são enviados à Associação e não têm como pagar a taxa de convênio, as Damas Voluntárias assumem esta despesa. Elas são parte ativa e colaborativa da instituição. A atuação destas mulheres como voluntária começou quando Isabelita Medina de Sanchez, mãe do fundador Dr. Mario Sanchez Medina, reconheceu que algumas pessoas precisam de um apoio além do que a instituição poderia oferecer.

Hoje, as Damas Voluntárias trabalham como auxiliares no serviço médico das clínicas de pé, oftalmologia, cardiologia e diabetologia, realizam palestras e oficinas sobre higiene pessoal, manejo de agulhas, aplicação de insulina e alimentação, colaboram nas atividades de recreação das crianças que são atendidas pela Associação, recolhem alimentos e cestas básicas para os pacientes de baixa renda e seguem subsidiando a tarifa de inscrição na ACD para aqueles que não podem pagar.

O pai do Dr. Medina, Antonio Jose Sanchez Naranjo, foi um grande incentivador e colaborador da Associação, tendo advogado pela instituição por toda a sua vida, desde a fundação da ACD.

Para o Dia Mundial do Diabetes, a instituição costuma realizar um evento com a presença de laboratórios e da indústria farmacêutica, aberto à população e que tem um caráter informativo e preventivo. Na ocasião, realizam testes de glicemia e também são feitos exames de hemoglobina glicada, mas estes somente para os pacientes já associados, que comparecem ao evento.

Como lição, o exemplo de uma instituição que provém tratamento amplo e integrado e que preza, acima de tudo, pelo ser humano.

 

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