Educação em Diabetes e Adesão ao Tratamento

Sabemos que o diabetes é uma doença séria, mas também sabemos que com o cuidado adequado, é possível viver sem complicações.

Após o diagnóstico do diabetes, a corrida contra o tempo é para que o paciente entenda o que está acontecendo e tenha consciência da importância de seguir o tratamento. Por outro lado, se ele não tem acesso aos medicamentos e insumos de que precisa, não há como manter a saúde e a qualidade de vida.

Conversamos com a Dra. Rosangela Rea e com a Dra. Claudia Pieper no CBEM 2018. Elas falaram para a Revista EmDiabetes sobre a importância da educação das pessoas com diabetes e de como estimular e ajudar na adesão ao tratamento.

Conforme destacado pela Dra. Rosangela, é fundamental também que o médico e/ou o profissional de saúde que acompanham os pacientes façam a sua parte, no sentido de se mostrar parceiros neste processo. Quando há confiança do paciente no seu médico, a tendência é que ele se adeque mais rapidamente à rotina de monitorização de glicemia e aplicação de insulina. Saber o que o paciente conhece sobre a condição é o primeiro passo. Ela exemplifica: “O que que você sabe sobre insulina? O que que você acha sente em relação às aplicações de insulina? É preciso trabalhar essas dúvidas, esses questionamentos e aguardar aquele momento em que o paciente me diga o que entendeu ou não sobre o tratamento”.

A Dra. Claudia falou, também, sobre a abordagem dos médicos e como observa a postura do profissional. Ela explica que existe uma preocupação por parte dos especialistas nesse relacionamento.  “Na conferência que foi dada pela Dra. Rosangela Rea, uma das coisas mais interessantes foi o título da palestra não é!? Sobre a aderência ao tratamento. Quem se importa? E, na realidade, ela mostrou que a Organização Mundial de Saúde se importa, tanto que fez um estudo, mostrando que os pacientes que têm diabetes e hipertensão ainda têm muita dificuldade em aderir ao tratamento: 71% nos casos de hipertensão e 73% nos casos de diabetes. Como consequência disso, você não consegue prevenir as complicações crônicas ou agudas do diabetes.”

Por fim, a Dra. Claudia ressalta: “Medicamento bom é muito bom se o paciente toma”.

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